Quem lê Júlio Damas em Vizela Tàgilde e São Gonçalo, encontra a dado momento: “De Braga e Guimarães para cá seguia uma via ocupando parte do caminho vicinal que passa perto do Santo Amaro, Nespereira, Botica Velha, Rechã, etc., bifurcando-se para Oeste-Noroeste, pelo Hospital e Moreira, seguindo pelo antigo caminho da Pedralonga, dividindo-se em duas direções: - A 1.ª pela rua do Monte (Mata) e Ponte Velha, subdividindo-se neste ponto para Vilarinho, S. Fins de Ferreira (castro), Roriz, Paços de Ferreira, Penafiel, Entre os Rios, Porto, etc., e Mourisco, Santa Eulália de Barrozas, Lamego, etc.; a 2.ª pelas antigas ruas Dr. Bráulio Caldas, Pereira Caldas, Lameira, Abade de Tagilde, Felgueiras, etc. Até se encontrar com a via principal para Trás-os-Montes nas proximidades de Amarante.” É deste parágrafo que fazemos ponto de partida do entendimento das vias primitivas desta região. É indispensável consultar os estudos de Pedro Soutinho, conhecido investigador de Vias Romanas. Fica...
Para uma criança, a designação do lugar Senhor do Perdidos exerce sobre o imaginário uma certa mística. Mais quando se ouve, por um tio com raízes por ali perto, que nesse local se encontravam frequentemente moedas antigas. Portanto, na cabeça de criança, o Senhor dos Perdidos assim se chamava porque algum antigo por ali perdeu o seu tesouro. É precisamente o achamento do tesouro do Senhor dos Perdidos, em 1971, que me leva a escrever este texto. Figura 1 – Foto https://www.felgueirasdiario.pt/ O Senhor dos Perdidos é um lugar no Vale do Vizela, na cumeeira de uma cordilheira que se forma a seguir a Pombeiro e se estende de Nordeste para Sudoeste até Revinhade, onde é cortada pela autoestrada A11, para depois se prolongar pelos Maragoutos de Norte para Sul até Barrosas. Forma aí um canal de “passagem” desde as terras do Vizela, para as terras do Sousa em direção a Lousada. O Senhor dos Perdidos está praticamente no início dessa cordilheira, na zona fronteira da freguesia de Sã...