1 - Recolhas arqueológicas (parte 5)
1.11 Ara Anepígrafa de Pombeiro
Pombeiro de Riba de Vizela é, talvez, a freguesia mais prendada da história do muncípio de Felgueiras. Pertencendo a Felgueiras, esta freguesia insere-se numa abertura entre o Vale do Vizela e a cidade de Felgueiras. É um ponto de união entre o Vale do Vizela e o Vale do Sousa.
Aqui foi encontrada uma ara anepígrafa (que não tem texto gravado) no campo do Reguengo, da Quinta da Lousa. Confesso que tentamos localizar este lugar mas não conseguimos.
Figura 9 Ara anepígrafa de Pombeiro (https://www.csarmento.uminho.pt/site/s/sms/item/36598#lg=1&slide=0)
Esta lápide tem as seguintes dimensões: 66x20 cm e 18 cm de profundidade. Esta ara encontra-se no Museu da Sociedade Martins Sarmento com o identificador 39.
1.12 Fragmento de Inscrição de Penacova
São Martinho de Penacova é outra freguesia do municipio de Felgueiras que se situa no Vale do Vizela, é uma freguesia próxima de Pombeiro mas que já se encontra na encosta de uma cordilheira que divide o Vale do Vizela do Vale do Sousa. Esta cordilheira estende-se pelos Maragoutos até Barrosas.
Nesta freguesia foi encontrado um fragmento de inscrição com os dizeres: CACALE; MATVTVME; DEIGADENE; BLENTIATVENO. É uma peça que se encontra no Museu da Sociedade Martins Sarmento com o identificador 68. Não existe ainda uma tradução em linguagem corrente para a inscrição.
A peça tem cerca de 1m2, variando a altura das letras entre 7 a 9 cm.
Figura 10 Fragmento de Inscrição de Penacova (https://www.csarmento.uminho.pt/site/s/sms/item/36666#lg=1&slide=0)
1.13 Tesouro do Monte do Senhor do Perdidos.
O Senhor dos Perdidos é um lugar no alto da cordilheira que descrevemos em 1.12. Está na linha divisória da freguesia de São Martinho de Penacova, no Vale do Vizela, com a de Torrados, no Vale do Sousa. Neste lugar, em 1972
Foram referenciadas 11 pessoas que detinham ao todo 41 moedas, a que se acrescentaram depois mais 25 já compradas pela Câmara Municipal. Não se sabe ao certo, mas estima-se que o achado, o “tesouro do Monte do Senhor dos Perdidos”, teria mais de 100 moedas.
Figura 11 Amostra de moedas achadas no Senhor dos Perdidos - Imagem adaptada da Fonte 28
Em 1987 foi feito um primeiro estudo sobre as 25 moedas na possa da Câmara. Depois em 1989 a propósito da inclusão da carta arqueológica no PDM, descobriram-se várias moedas em posse de particulares. Em consequência reuniram-se no total 60 moedas a serem estudadas, tendo os resultados sido publicados no artigo referenciado. A moeda de emissão mais antiga é de 130 aC e a mais recente de 41 aC. Muitas delas têm marcas de punção que era uma técnica utilizada para verificar a qualidade do metal. Outro resultado que interessa; pelo desgaste das moedas, foi possível estabelecer a data da ocultação deste conjunto, apontando para os últimos anos do reinado do imperador Cláudius I que reinou até 54dC.
Elenco de Fontes
- Fonte 28: Centeno, Rui M. S. e Mendes Pinto, J. M. - "Novos dados sobre o tesouro do Monte do Senhor dos Perdidos (Penacova, Felgueiras)" Portugalia Vol XXV
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