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As Caldas de Vizela e o Vale na Civilização Romana (5) - Recolhas arqueológicas

  1 - Recolhas arqueológicas (parte 5) 1.11 Ara Anepígrafa de Pombeiro Pombeiro de Riba de Vizela é, talvez, a freguesia mais prendada da história do muncípio de Felgueiras. Pertencendo a Felgueiras, esta freguesia insere-se numa abertura entre o Vale do Vizela e a cidade de Felgueiras. É um ponto de união entre o Vale do Vizela e o Vale do Sousa. Aqui foi encontrada uma ara anepígrafa (que não tem texto gravado) no campo do Reguengo, da Quinta da Lousa. Confesso que tentamos localizar este lugar mas não conseguimos. Figura 9 Ara anepígrafa de Pombeiro ( https://www.csarmento.uminho.pt/site/s/sms/item/36598#lg=1&slide=0 ) Esta lápide tem as seguintes dimensões: 66x20 cm e 18 cm de profundidade. Esta ara encontra-se no Museu da Sociedade Martins Sarmento com o identificador 39. 1.12 Fragmento de Inscrição de Penacova São Martinho de Penacova é outra freguesia do municipio de Felgueiras que se situa no Vale do Vizela, é uma freguesia próxima de Pombeiro mas que já se encontra na ...
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As Caldas de Vizela e o Vale na Civilização Romana (4) - Recolhas arqueológicas

  1 - Recolhas arqueológicas (parte 4) 1.7 Ara Anepígrafa de Rielho Na freguesia de Santa Eulália de Vizela, antes Santa Eulália de Barrosas, foi encontrada uma ara anepígrafa (que não tem inscrição) guardada no Museu da Sociedade Martins Sarmento com o identificador 40. Segundo o investigador Martins Sarmento ^{Fonte 3} teve conhecimento desta peça por Gaspar Leão que, na casa onde foi criado, na quinta de Rielho, havia uma pedra com letras. Foram procurá-la e encontram uma pequena ara quebrada na base, praticamente lisa em todo o campo de gravação. Era apenas perceptível um V no principio da última linha. A lápide tinha servido durante muito tempo de degrau de escada com as letras voltadas para cima. Figura 5 Ara Votiva de Rielho ( https://www.csarmento.uminho.pt/site/s/sms/item/36599#lg=1&slide=0 ) Esta ara é granítica e apresenta as seguintes dimensões: 55x19 cm e 12 cm de profundidade. Sobre ela, Sarmento diz que ainda admitiu tratar-se do monumento de devoção de Re...

As Caldas de Vizela e o Vale na Civilização Romana (3) - Recolhas arqueológicas

1 - Recolhas arqueológicas (parte 3) 1.5 Lápide Fúnebre do Sobrado Também Martins Sarmento ^{Fonte 3} relata outra descoberta no lugar do Sobrado. Diz o investigador que na parede de uma corte da Casa do Sobrado encontrou um fragmento com a seguinte inscrição que não compreende: . RVEC; ENSIS; HS . C. Acrescenta que da primeira linha existe apenas a parte inferior das letras, mas que a restauração que fez lhe parece óbvia: A segunda linha tem caracteres grandes e bem gravados; na terceira linha a segunda letra tem probabilidade de ser um S e que as restantes são certas. Esta lápide é distinta da descrita em 1.4. Não se perdeu esta e encontra-se no Museu da Sociedade Martins Sarmento com o identificador 46. É uma peça em granito com as dimensões de 51x38cm e 22 cm de profundidade. As letras têm 10cm de altura. A interpretação atual é E: RVEL; ENSIS; HIC SITVS; EST, que em linguagem corrente: "...ruelensis [nome do defunto ilegível] aqui está sepultado." Figura 3 Lápid...

As Caldas de Vizela e o Vale na Civilização Romana (2) - Recolhas arqueológicas

1 - Recolhas arqueológicas (parte 2) 1.2 Pequena ara votiva a Bormânico Encontra-se esta peça na Sociedade Martins Sarmento com o identificador 22. Em conjunto com a peça anterior, são as duas únicas referências conhecidas a uma divindade chamada de Bormânico. Trata-se de uma pequena ara de 50x23cm, 15cm de profundidade e altura das letras de 5cm. É em granito e tem inscrita num das faces: MEDAM; VS CAMALI; BORMANI; CO VOTUM SOLVIT LIBENS MERITO. Em linguagem corrente a inscrição é traduzida como: "A Bormânico. Médamo, filho de Câmalo, cumpriu de boa mente este voto." Esta peça, em granito, terá sido recolhida para o museu, quando estava no Banho do Médico (atual Rua Latino Coelho), porém havia sido encontrada no Banho do Mourisco em Janeiro de 1841. Assim se lê em Pereira Caldas ^{Fonte 16} , mas em Maria José Pacheco ^{Fonte 24} é dito que a essa data estava no banho do médico. Por outro lado, Pereira Caldas na já citada fonte também diz que a mesma foi depois levada...

As Caldas de Vizela e o Vale na Civilização Romana (1) - Recolhas arqueológicas

Introdução Investigadores notáveis do passado dedicaram-se à compilação arqueológica e histórica de Vizela no tempo da civilização romana. Referimo-nos a José Diogo Mascarenhas Neto (1752 - 1826), José Joaquim da Silva Pereira Caldas (1818 -1 903), Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento (1833 - 1899) e Francisco Armindo Pereira da Costa, de pseudónimo Júlio Damas (1906 - 1982). Já nossos contemporâneos, encontramos, Maria José Pacheco e Francisco Manuel Veleda Reimão Queiroga. De todos só dois efetivamente fizeram arqueologia - coloquemos três se considerarmos Martins Sarmento. Mascarenhas Neto que por sua iniciativa empreendeu curtas escavações, Queiroga como arqueólogo acompanhante de obras e considerando então Martins Sarmento que percorreu este vale, não fazendo escavações, mas recolhendo e identificando artefatos e lendas populares. Com isto também dizer, que na verdade nunca em Vizela existiu uma exploração arqueológica no verdadeiro sentido do termo, ou seja sistemática, c...

Oculis Calidarum - Vias Primitivas

Quem lê Júlio Damas em Vizela Tàgilde e São Gonçalo, encontra a dado momento: “De Braga e Guimarães para cá seguia uma via ocupando parte do caminho vicinal que passa perto do Santo Amaro, Nespereira, Botica Velha, Rechã, etc., bifurcando-se para Oeste-Noroeste, pelo Hospital e Moreira, seguindo pelo antigo caminho da Pedralonga, dividindo-se em duas direções: - A 1.ª pela rua do Monte (Mata) e Ponte Velha, subdividindo-se neste ponto para Vilarinho, S. Fins de Ferreira (castro), Roriz, Paços de Ferreira, Penafiel, Entre os Rios, Porto, etc., e Mourisco, Santa Eulália de Barrozas, Lamego, etc.; a 2.ª pelas antigas ruas Dr. Bráulio Caldas, Pereira Caldas, Lameira, Abade de Tagilde, Felgueiras, etc. Até se encontrar com a via principal para Trás-os-Montes nas proximidades de Amarante.” É deste parágrafo que fazemos ponto de partida do entendimento das vias primitivas desta região.   É indispensável consultar os estudos de Pedro Soutinho, conhecido investigador de Vias Romanas. Fica...

Senhor dos Perdidos, A Cidade de Pegas e o Tesouro Romano

Para uma criança, a designação do lugar Senhor do Perdidos exerce sobre o imaginário uma certa mística. Mais quando se ouve, por um tio com raízes por ali perto, que nesse local se encontravam frequentemente moedas antigas. Portanto, na cabeça de criança, o Senhor dos Perdidos assim se chamava porque algum antigo por ali perdeu o seu tesouro. É precisamente o achamento do tesouro do Senhor dos Perdidos, em 1971, que me leva a escrever este texto. Figura 1 – Foto https://www.felgueirasdiario.pt/ O Senhor dos Perdidos é um lugar no Vale do Vizela, na cumeeira de uma cordilheira que se forma a seguir a Pombeiro e se estende de Nordeste para Sudoeste até Revinhade, onde é cortada pela autoestrada A11, para depois se prolongar pelos Maragoutos de Norte para Sul até Barrosas. Forma aí um canal de “passagem” desde as terras do Vizela, para as terras do Sousa em direção a Lousada. O Senhor dos Perdidos está praticamente no início dessa cordilheira, na zona fronteira da freguesia de Sã...