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A mostrar mensagens de 2008

Na Consciência

Já neste blog se fez menção ao romance "Na Consciência" de A. C. Louzada e publicado em 1853. Esta obra está integralmente disponível no Google Books e foi digitalizada a partir de um original disponível na biblioteca do " Harvard College" estando nele estampado um agradecimento à memória de Aleixo de Queiroz Ribeiro de Sotomayor d'Almeida e Vasconcelos, Conde de Santa Eulália. Julgo tratar-se de uma obra de inteiro desconhecimento na região de Vizela mas na qual assenta uma parte da acção, aliás toda a história começa em Tagilde onde logo nas primeiras páginas se desenrola um crime de homicídio que dá o mote à história. " Tagilde não é dos sítios do Minho mais nomeada, se bem que rico de recordações, conservadas em chronicões, ruínas e santoraes, e não pobre também de gallas de paisagem que prendem a attenção e valham a pena de um relance d’olhos. Em vão tentaria descrever mais salientes. Cada um dos leitores a bel-prazer comporia com as dispersas ...

De Athanagild, por Tàgilde até Tagilde

"Não querendo de modo algum questionar o trabalho de investigação de João Gomes de Oliveira Guimarães, por este ensaio recolhem-se indícios que aprofundados poderão trazer revelações de máximo interesse para o estudo das origens de Tagilde. Por agora não tenho mais recursos para levar adiante este ensaio. Quero porém partilhar que a única fonte de estudo utilizada foram documentos dispersos na Internet e de acesso livre. Ao assunto voltarei logo que tenha mais elementos." O topónimo Tagilde é amplamente abordado na literatura antiga sendo invariável a aceitação da sua origem como associado ao vocábulo Atanagildo, ou na sua forma primitiva Atanagildus ou Atanagildi . No livro “ Coreografia Portugueza e Descripçam Topográfica do Famoso Reyno de Portugal ”, publicado em 1706 e escrito pelo Padre António Carvalho da Costa, é dito que S. Salvador de Tagilde tomou o nome do Rei godo Atanagildo que mandou povoar aquela povoação em 560. João Gomes de Oliveira Guimarães, Abade ...

Sobre Vizella na Revista Universal Lisbonense

Numa ronda por documentos antigos descobri uma interessante referência aos banhos das Caldas de Vizella na Revista Universal Lisbonense, na sua publicação de 1844/1845. O artigo é assinado por J. J da Silva Pereira e datado de 12 de Abril de 1845. Nele se refere a descoberta de 2 novos banhos a 24 de Março do corrente ano, debaixo da varanda do edifício denominado «hospital». Diz o autor que são dois soberbos banhos tanto pela dimensão, como pela construção marchetada, são dois monumentos dignos de toda a estima com que as caldas são enriquecidas e que terão sido mandados construir por Tito Flávio Archelau Claudino. Com estes novos banhos as Caldas de Vizella ficam agora com 27 nascentes termais sulfurosas com diversas temperaturas, sendo 3 acomodadas ao uso de bebida, 21 ao uso de banhos e 3 de emborcação. Na freguesia de S. Miguel, no lugar da Lameira ficam o banho do Moreira (88ºF), o banho do quarto crescente (90ºF), o banho da lua nova (87ºF), o banho das quatro cabeças (98ºF)...

Capela do Espírito Santo (Quinta da Torre - Tagilde)

As capelas do Espírito Santo da Quinta da Torre em Tagilde e a da Câmara de Guimarães, ambas da Confraria fundada por doutor Baltasar Vieira Em Guimarães, no Museu Alberto Sampaio, existe um painel com a representação do Espírito Santo sobre a Virgem Maria e os apóstolos no dia de Pentecostes, o qual pertenceu a uma antiga capela da Câmara de Guimarães. Segundo José Marques, Professor Jubilado do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, num artigo publicado na Revista da mesma faculdade, em 2004, a capela da Câmara de Guimarães foi fundada pelo doutor Baltasar Vieira do Desembargo do Rei D. Sebastião e senhor da Quinta da Torre na freguesia de Tagilde onde também mandou construir outra capela dedicada ao Espírito Santo. Ambas as capelas foram dotadas e lavradas em escritura pública em casa de Baltasar Vieira, pelo tabelião de Guimarães, que para o efeito se deslocou à Quinta da Torre, a São Salvador de Tagilde, em 6 de Ab...

«Na Consciência»

«Na Consciência» é um romance de A. C. Louzada publicado pela empresa Concordia em 1857, estando um dos originais na Universidade de Harvard. A história principia com o assasinato de um emigrante no Brasil de regresso à sua terra natal em Santo Adrião de Vizela. O macabro acontecimento dá-se na Quinta da Azenha em Tagilde e é cometido pelo criado da mesma quinta. O brasileiro voltava com uma mala cheia de dinheiro para comprar uma fazenda em Santo Adrião. É esta mala que alimenta a cobiça do criado de Luiza Avioso, dona da Quinta da Azenha. A história salta para Lisboa para se falar de amores, voltando depois ao local do crime, desenrolado-se novamente em Tagilde e arredores.

Sobre Achados Romanos em Vizela (II)

Na continuação de «Memórias da Litteratura Portugeza» sobre as antiguidades de Caldas de Vizela por José Diogo Mascarenhas Neto: «Isto me obrigou a animar o referido homem, para fazer naquelle sitio huma excavação maior, por meio da qual se descobrirão no ano de 1788 dezeseis nascentes de agoa, e 8 banhos cosntruídos de argamassas diversas, e fragementos de tijolo, guarnecida toda a sua superficie com xadrez de várias cores, formados de pequenos quafrados de composição calcarea. Igualmente se tem achado restos de passeios, que se dirigiao de huns banhos para os outros, e erão formados como os mesmos banhos, Huma, e outra cousa inculca a grandeza desta obra, e a sua rica, e importante cosntrucção. Pareceo-me hum semelhante objecto digno de trabalho, e de curiosidade, que se augmentou á proporção, que observei nas vizinhanças da Lameira, e por quasi todo o districto, que comprehende a freguezia de S. Miguel das Caldas, a de S. João das Caldas, e parte da de Santo Adrião, muita qual...

Sabonete Vizella

Ilustração Portugueza, No. 468, February 8 1915 - 33 , originally uploaded by Gatochy . Publicidade ao Pó de Abyssinia, para as afecçoes respiratórias; Xarope Famel, para tosse; à Perfumaria Balsemão, na Rua dos Retroseiros em Lisboa; ao sabonete Vizella; à fotografia Reutlinger; às oficinas gráficas da Ilustração Portugueza; às capas de percaline de fantasia para encadernar a Ilustração Portugueza; e ao semanário ilustrado O Século Agrícola. Carregar na imagem para ver em tamanho 861 x 1312. Retirado de: http://revistaantigaportuguesa.blogspot.com/2007_09_23_archive.html

Sobre Achados Romanos em Vizela (I)

Segue-se um trecho de «Memórias da Litteratura Portugeza» publicado em 1792, sobre as antiguidades de Caldas de Vizela por José Diogo Mascarenhas Neto: «Haverá 80 anos, segundo a tradição dos povos que alguns moradores da freguezia de S. Miguel das Caldas, numa legua ao Sul de Guimarães principiarão a descobrir as paredes de hum tanque, e ruínas de edifícios suterrados na planice na planice chamada Lameira, aonde passa hum pequeno ribeiro que vai meter para o sul no Rio Vizela, na distancia de 500 passos. O mesmo tanque se conservou por annos entupido, porque a Camara de Guimarães prohibio aos póvos continuarem a excavação, e nas suas vizinhanças dentro daquella planicie existião cinco nascentes , com diversos gráos de calor. Já antes desta descoberta se fazia uso das mesmas aguas para banhos, conduzindo-se em pipas para o Porto, para Guimarães e para outras povoações, pois que no sitio do seu nascimento não havia commodidade alguma: ellas estavam em charcos descobertos, aonde ap...

Manuel Faria de Sousa

O Panorama, Jornal literário e instructivo da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis na sua publicação de 1838, estando um dos originais na Universidade de Michigan, publica a efeméride da morte de Manuel Faria de Sousa, escritor natural de Vizela:

Noite Sinistra

O texto que se segue foi retirado da Revista Universal Lisbonense e descreve um crime na quinta das Lamellas em Santo Adrião, no ainda concelho de Barrosas.

Reino de Ágila e Atanagildo

Acerca da discussão das origens do topónimo Tagilde, fica aqui, para mais tarde voltar ao assunto, um "achado": Storia della Spagna antica e moderna Por Luigi BossiPublicado 1821 Original da Biblioteca Pública de Nova York VI. Atanagildo, dopo un regno turbato da continue guerre cogli indiscreti ausiliari da esso nella Spagna chiamati, mori di malattia nell'anno 567 presso Guimaranes, da alcuni creduta l'antica Idania nel Portogallo; trovasi tuttora presso il fiume Vizela un borgo detto Atanagildo, che forse edificato fu da qual re. Ancora vi si veggono vestigi di fabbriche gotiche, e queste, come osservò il Resenda, portano anche in oggi il nome, forse antichissimo, di palazzo. Il Maria- nò osserva solo, che quelle fabbriche provavano l'architettura molto degenerata dalla romana eleganza.

Do Blog Pedra Formosa

in http://pedraformosa.blogspot.com: Em 29 de Março de 1854 — De tarde, na freguesia de Tagilde, estando a montar-se um aparelho de destilação de aguar dente pertencente ao Freitas e Miranda, da rua das Flores, do Porto, levantou-se o povo, começaram os sinos a tocar a rebate, e juntaram-se perto de 600 pessoas que quebraram o aparelho e arrombaram os cascos que estavam destinados a conduzir o vinho. De manhã indo um carro com 3 cascos vazios deram muita pancada aos carreteiros a pontos que fugiram deixando tudo a discrição. Acudiu, passado 3 horas o administrador do concelho com uma força de 100 baionetas de caçadores 7, que assim mesmo não pode sossegar o povo. Poucos dias depois lia-se no “Pharol do Minho”: As desordens começadas em Vizela, estão felizmente terminadas e alguns dos seus autores acham-se presos. Em 29 de Outubro de 1933 — De regresso do desafio de futebol realizado em Negrelos, o comboio que conduzia a Guimarães os jogadores e demais passageiros foi apedrejado na ...

Os Sodré em Tagilde

Numa ronda por sítios sobre genealogia na tentativa de encontrar informação acerca das origens familiares de S. Gonçalo (Gonçalo Pereira), encontrei alguma informação curiosa acerca das origens da família Sodré em Portugal a qual é de origem inglesa e poderá ter evoluído em Portugal a partir de Tagilde. No Vol. 27 da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, Sodré: aportuguesamento do apelido inglês Sudley, que provavelmente terá passado a Portugal cerca de 1387 com um cavaleiro da comitiva de D. Filipa de Lencastre. As notícias confirmadas mais antigas referem um João Sodré, cavaleiro em Ceuta, e um Fernão Sodré, escudeiro da Casa Real, ambos no reinado de D. João I. Nesta época, o senhorio inglês de Sudley pertencia a um ramo da família Boteler, sendo provável que os nossos Sodrés descendam do casal Joane Sudley - William Boteler, casados cerca de 1341, e tenham mantido o sobrenome do lado feminino e o brasão do masculino, este alusivo ao antigo cargo palatino de copeiro. Sabe-se q...